Novo 007 pretende desafiar tradições
Estrelado novamente por Daniel Craig, 007 - Operação Skyfall estreia no Brasil no dia 26 de outubro sob o comando de um diretor conhecido por dramas
15/10/12 às 21:00
Vivendo o espião pela terceira vez, Craig se mostra à vontade no traje de gala característico e em ação extrema (foto: Adélia Maria Woellner)
No ano em que o espião mais famoso do planeta completa 50 anos de cinema, o novo filme da saga James Bond parece desafiar tradições. Estrelado novamente por Daniel Craig, 007 - Operação Skyfall estreia no Brasil no dia 26 de outubro sob o comando de um diretor conhecido por dramas, mas que nunca fez um filme de ação. Um longa que passou nove meses parado, por problemas financeiros; com um roteiro que não vem de Ian Fleming, criador do personagem nos anos 1950; com o agente secreto tomando uma Heineken.
O cineasta ganhador do Oscar por Beleza Americana (1999), Sam Mendes, envolveu, em um ar sombrio, seu primeiro Bond, mas diz que “brincou um pouco” com o rico espólio. Na nova trama, 007 terá sua lealdade a M (Judi Dench) testada. Além, é claro, de enfrentar o maléfico Raoul Silva (um aloirado Javier Bardem). Já a nova bond girl, Sévérine, herda a beleza da atriz francesa Bérénice Marlohe, em seu primeiro filme em inglês. Em teleconferência com a imprensa, de Londres, Craig é categórico: “Tivemos a chance de fazer algo grandioso e fomos ambiciosos. Acho que conseguimos.”
Há meio século, em 1962, Sean Connery deu vida ao espião com licença para matar pela primeira vez no cinema em "007 Contra o Satânico Dr. No" e cravou a célebre frase “Meu nome é Bond, James Bond”. Seria o início de um legado que estabeleceria altos padrões de elegância, virilidade e poder, e povoaria o imaginário coletivo. Viriam George Lazenby, Roger Moore, Timothy Dalton, Pierce Brosnan e, enfim, Daniel Craig. A cada nova missão, colada à cintura, estaria uma beldade deslumbrante, com combinações irresistíveis de vestidos, caras, bocas e sex appeal - como não lembrar de Ursula Andress e seu biquíni? No vasto repertório, vodcas martinis, o carro Aston Martin DB-5, entre tantos. A efeméride ganhou uma coleção, Bond 50, uma caixa com 22 Blu-Rays e mais de 130 horas de extras (R$ 699,90, pela Fox)
Em 007 - Operação Skyfall, o 23.º longa da série, Bond explora a Turquia e locações chinesas como Macau e Xangai. Terá uma arma personalizada, que só ele pode usar. Será dado como morto, ressurgirá, terá as exímias habilidades postas em xeque. Uma promessa de reviravolta gloriosa. “James Bond não opera em um mundo real. É atemporal, único. Não é Bourne, é Bond”, define Mendes.
Vivendo o espião pela terceira vez, Craig se mostra à vontade no traje de gala característico. “Quantos filmes de Bond tenho pela frente? Acredito que, enquanto o terno servir, vou fazendo”, brinca o ator, de 44 anos, que espera voltar ao papel após Skyfall. Alguns truques, ele já incorporou. “O segredo é dar a impressão de que as coisas que eu faço são fáceis. Essa é a magia de James Bond.”
Espião foi contra tudo e todos no começo
Contrariando algumas opiniões que o desencorajaram a lançar suas histórias, as cinco primeiras aventuras de Bond foram grandes sucessos. O mesmo não se repetiu com as obras seguintes, que sofreram duras críticas. Mesmo assim, sua obra continuou sucesso de público até hoje.
007 - Operação Skyfall será o primeiro da série a ser lançado no formato Imax. A trama estrelada por Daniel Craig traz, desta vez, o espião às voltas com uma operação mal sucedida em Istambul. Após o incidente, as identidades de todos os agentes infiltrados do MI6 vazam na internet; M (Judi Dench) entra na mira do governo. Como é tradição, o tema do longa foi gravado por um grande nome. A missão ficou a cargo da inglesa Adele e se chama Let the Sky Fall (Deixe o seu céu desabar).
Novas aventuras serão mostradas no Imax
Quando James Bond, o personagem, nasceu, um outro James Bond real já existia - e era bastante reconhecido em sua área de expertise: pássaros. Conforme contou o escritor Ian Fleming certa vez à revista The New Yorker, o personagem ganhou o “nome mais maçante que existia”, o de um ornitólogo especialista em pássaros caribenhos e autor de um referencial guia de campo: Birds of the West Indies. Este era o livro preferido de sua mulher, Ann Charteris.
É provável que, ao fazer a escolha, Fleming jamais tenha imaginado que Sean Connery transformaria o nome em um dos maiores bordões que o cinema já produziu, criado em 1953, depois de décadas de intenção de escrever um livro de espionagem baseado em suas experiências. A saga rendeu bilhões. Cassino Royale, de 2006, por exemplo, é a 72.ª maior bilheteria da história e arrecadou US$ 594 milhões nos cinemas. Já 007 - Quantum of Solace, de 2008, é a 76.ª e faturou US$ 586 milhões
Todos os 12 livros foram escritos em GoldenEye, a lendária casa que Fleming comprou na Jamaica após ser dispensado da inteligência da Marinha inglesa. Para isso, tirava férias anuais de três meses, garantidas por contrato pelo grupo Kemsley, que editava o jornal The Sunday Times. Fleming integrou a equipe do jornal até dezembro de 1959, mas se manteve ativo, assinando artigos até 1961.
Assim como o nome, a maioria das características do protagonista foi inspirada ou no próprio autor (como o apreço pelo golfe e os produtos de perfumaria que Bond usava) e em seu irmão, Peter, que serviu na Grenadier Guards na guerra. A inspiração para as histórias também vinha de acontecimentos que o escritor presenciou ou tomou conhecimento enquanto estava na ativa.
Em Moscou Contra 007, por exemplo, a trama dos espiões a bordo do Expresso do Oriente foi inspirada na aventura de Eugene Karp, adido da marinha dos EUA e agente de inteligência baseado em Budapeste que, em 1950, embarcou no trem para Paris com documentos obtidos por agentes.
O cineasta ganhador do Oscar por Beleza Americana (1999), Sam Mendes, envolveu, em um ar sombrio, seu primeiro Bond, mas diz que “brincou um pouco” com o rico espólio. Na nova trama, 007 terá sua lealdade a M (Judi Dench) testada. Além, é claro, de enfrentar o maléfico Raoul Silva (um aloirado Javier Bardem). Já a nova bond girl, Sévérine, herda a beleza da atriz francesa Bérénice Marlohe, em seu primeiro filme em inglês. Em teleconferência com a imprensa, de Londres, Craig é categórico: “Tivemos a chance de fazer algo grandioso e fomos ambiciosos. Acho que conseguimos.”
Há meio século, em 1962, Sean Connery deu vida ao espião com licença para matar pela primeira vez no cinema em "007 Contra o Satânico Dr. No" e cravou a célebre frase “Meu nome é Bond, James Bond”. Seria o início de um legado que estabeleceria altos padrões de elegância, virilidade e poder, e povoaria o imaginário coletivo. Viriam George Lazenby, Roger Moore, Timothy Dalton, Pierce Brosnan e, enfim, Daniel Craig. A cada nova missão, colada à cintura, estaria uma beldade deslumbrante, com combinações irresistíveis de vestidos, caras, bocas e sex appeal - como não lembrar de Ursula Andress e seu biquíni? No vasto repertório, vodcas martinis, o carro Aston Martin DB-5, entre tantos. A efeméride ganhou uma coleção, Bond 50, uma caixa com 22 Blu-Rays e mais de 130 horas de extras (R$ 699,90, pela Fox)
Em 007 - Operação Skyfall, o 23.º longa da série, Bond explora a Turquia e locações chinesas como Macau e Xangai. Terá uma arma personalizada, que só ele pode usar. Será dado como morto, ressurgirá, terá as exímias habilidades postas em xeque. Uma promessa de reviravolta gloriosa. “James Bond não opera em um mundo real. É atemporal, único. Não é Bourne, é Bond”, define Mendes.
Vivendo o espião pela terceira vez, Craig se mostra à vontade no traje de gala característico. “Quantos filmes de Bond tenho pela frente? Acredito que, enquanto o terno servir, vou fazendo”, brinca o ator, de 44 anos, que espera voltar ao papel após Skyfall. Alguns truques, ele já incorporou. “O segredo é dar a impressão de que as coisas que eu faço são fáceis. Essa é a magia de James Bond.”
Espião foi contra tudo e todos no começo
Contrariando algumas opiniões que o desencorajaram a lançar suas histórias, as cinco primeiras aventuras de Bond foram grandes sucessos. O mesmo não se repetiu com as obras seguintes, que sofreram duras críticas. Mesmo assim, sua obra continuou sucesso de público até hoje.
007 - Operação Skyfall será o primeiro da série a ser lançado no formato Imax. A trama estrelada por Daniel Craig traz, desta vez, o espião às voltas com uma operação mal sucedida em Istambul. Após o incidente, as identidades de todos os agentes infiltrados do MI6 vazam na internet; M (Judi Dench) entra na mira do governo. Como é tradição, o tema do longa foi gravado por um grande nome. A missão ficou a cargo da inglesa Adele e se chama Let the Sky Fall (Deixe o seu céu desabar).
Novas aventuras serão mostradas no Imax
Quando James Bond, o personagem, nasceu, um outro James Bond real já existia - e era bastante reconhecido em sua área de expertise: pássaros. Conforme contou o escritor Ian Fleming certa vez à revista The New Yorker, o personagem ganhou o “nome mais maçante que existia”, o de um ornitólogo especialista em pássaros caribenhos e autor de um referencial guia de campo: Birds of the West Indies. Este era o livro preferido de sua mulher, Ann Charteris.
É provável que, ao fazer a escolha, Fleming jamais tenha imaginado que Sean Connery transformaria o nome em um dos maiores bordões que o cinema já produziu, criado em 1953, depois de décadas de intenção de escrever um livro de espionagem baseado em suas experiências. A saga rendeu bilhões. Cassino Royale, de 2006, por exemplo, é a 72.ª maior bilheteria da história e arrecadou US$ 594 milhões nos cinemas. Já 007 - Quantum of Solace, de 2008, é a 76.ª e faturou US$ 586 milhões
Todos os 12 livros foram escritos em GoldenEye, a lendária casa que Fleming comprou na Jamaica após ser dispensado da inteligência da Marinha inglesa. Para isso, tirava férias anuais de três meses, garantidas por contrato pelo grupo Kemsley, que editava o jornal The Sunday Times. Fleming integrou a equipe do jornal até dezembro de 1959, mas se manteve ativo, assinando artigos até 1961.
Assim como o nome, a maioria das características do protagonista foi inspirada ou no próprio autor (como o apreço pelo golfe e os produtos de perfumaria que Bond usava) e em seu irmão, Peter, que serviu na Grenadier Guards na guerra. A inspiração para as histórias também vinha de acontecimentos que o escritor presenciou ou tomou conhecimento enquanto estava na ativa.
Em Moscou Contra 007, por exemplo, a trama dos espiões a bordo do Expresso do Oriente foi inspirada na aventura de Eugene Karp, adido da marinha dos EUA e agente de inteligência baseado em Budapeste que, em 1950, embarcou no trem para Paris com documentos obtidos por agentes.
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